terça-feira, 7 de dezembro de 2010

1962: O Santos F.C. conquista a América

Em 1962, já não se havia dúvidas de qual era o melhor clube do Brasil. O campeão brasileiro não teve muita folga; apenas 11 dias depois de golear o Bahia na final da Taça Brasil de 1961, o Alvinegro já estava no Equador vencendo o Barcelona S.C., de Guayaquil, por 6x2. O time desfilou, naquele início de ano, pelos gramados sul-americanos com um objetivo em mente. Depois de alcançar a hegemonia estadual e de se firmar como campeão da principal competição nacional, o time agora almejava vôos maiores: o clube já se tornava campeão de diversos torneios amistosos disputados na Europa e América Latina, e agora o Santos Futebol Clube podia conquistar seu primeiro título internacional oficial: a Copa Libertadores da América de 1962. Para não repetir o fracasso do Bahia em 1960 (eliminado na fase inicial pelo San Lorenzo, da Argentina) e também não ficar no "quase" como o Palmeiras (que perdeu na decisão para o Peñarol, do Uruguai) na edição anterior, o elenco circulou pelo continente e teve 8 vitórias, 1 empate e 1 derrota diante de algumas das melhores equipes dos países visitados, entre elas o campeão argentino Racing, que foi goleado por 8x3.

A Taça Libertadores (que nasceu com o nome de Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões, depois foi rebatizada com o nome do troféu) teve sua primeira edição em 1960, e tinha (como tem até hoje) o objetivo de determinar o campeão sul-americano. Também tinha como objetivo inicial credenciar o clube campeão à disputa do Mundial Interclubes, que havia sido criado no mesmo ano numa parceria da FIFA com a CONMEBOL e a UEFA, que organizava desde 1955 a Copa dos Campeões Europeus (atualmente conhecida como Liga dos Campeões da Europa). A Libertadores foi criada nos mesmos moldes do campeonato europeu, envolvendo nas suas primeiras disputas apenas os campeões nacionais.
Na sua primeira edição, sete países foram representados, entre eles o campeão brasileiro de 1959, o Bahia. O campeão acabou sendo o uruguaio Peñarol. Na segunda edição, todos os nove países filiados tinham seus campeões inscritos no torneio, que foi vencido novamente pelo Peñarol, que venceu o Palmeiras na decisão.

A terceira edição da Taça Libertadores da América teve 10 participantes: eram os nove campeões nacionais do continente em 1961, além do campeão continental do mesmo ano, o Peñarol. Este já entrava nas semifinais, enquanto os demais clubes eram distribuídos em três grupos, cada um com três times. Os vencedores dos respectivos grupos se classificavam às demais vagas na fase semifinal. Nas semifinais e final, seguia-se o modelo que era reproduzido, inclusive, na Taça Brasil: eram disputados dois jogos, e quem somasse mais pontos se classificava (ou, no caso da final, era o campeão). Em caso de empate no número de pontos, era jogada uma partida de desempate em campo neutro. Caso esta partida terminasse sem vencedor, mesmo após a prorrogação, o primeiro critério de desempate era o saldo de gols.

Assim, o Santos entrou no Grupo 1, com o Deportivo Municipal, da Bolívia, e o Cerro Porteño, do Paraguai. Apenas 9 dias depois de jogar sua última partida pela excursão citada no primeiro parágrafo, o time brasileiro estreou vencendo na altitude de La Paz, por 4x3, e na rodada seguinte despachou os bolivianos com um 6x1. Ao enfrentar o campeão paraguaio, o Alvinegro teve dificuldades no jogo disputado em Assunção, que terminou empatado. Porém, na Vila Belmiro, o Santos dependia de um empate para se classificar, mas deu um show e conseguiu aquela que é sua maior goleada em um campeonato internacional: um sonoro 9x1, que até hoje aparece no top 5 das maiores goleadas da Copa Libertadores.
Nas semifinais, a parada foi mais difícil: num jogo disputado em Santiago (Chile), Santos e Universidad Católica ficaram no 1x1. No jogo de volta, Zito marcou o tento solitário que levou o clube da Baixada Santista à final. O seu adversário? Era o campeão mundial de 1961, um time das cores amarela e preta, que havia simplesmente vencido as duas edições do certame continental disputadas até então e na terceira edição chegava à terceira final: era o Club Atlético Peñarol, sem dúvida outro que foi um dos maiores do mundo naqueles anos 60.
No primeiro jogo, que aconteceu em 28 de julho, o Peixe não tinha Pelé, machucado. Mesmo com o estádio Centenário repleto de fanáticos torcedores do Peñarol, o Santos não se intimidou e venceu de virada com dois gols de Coutinho.
No jogo de volta, cinco dias depois, o Santos tinha o famoso Alçapão da Vila a seu favor, mas saiu atrás com um gol do equatoriano Spencer, mas virou ainda no 1º tempo com Dorval e Mengálvio. Porém, no 2º tempo, o time uruguaio iniciou uma reação impressionante e aos 6 minutos já estava 3x2 para os aurinegros. O terceiro gol do Peñarol provocou reações hostis da torcida santista e, temerosos com a segurança, a arbitragem preferiu manter a partida em disputa até o fim do jogo, mas na prática já não valia mais nada. Pagão ainda havia feito o gol de empate aos 32', e o resultado dava o título ao Santos, com muita festa dos adeptos alvinegros e volta olímpica dos jogadores. Este jogo foi mais um daqueles episódios que merecem o título de "Noite das Garrafadas": mais adiante explicitarei mais detalhes sobre o ocorrido.
Porém as coisas não acabaram por aí. Dois dias depois, foi divulgado que o jogo havia durado 51 minutos apenas, e que o Peñarol, portanto, seria o vencedor da partida. Não restou outra opção: no histórico 30 de agosto de 1962, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, o Santos massacrou o adversário sem piedade e destruiu os sonhos do tricampeonato rival. Logo aos 11 minutos de bola rolando, Coutinho bateu cruzado e o defensor Caetano completa contra a própria meta. No segundo tempo, o recuperado Edson Arantes do Nascimento completou o espetáculo, marcando o segundo gol já aos quatro minutos. No finalzinho, o mesmo Pelé recebe passe de Coutinho, mata no peito e chuta com força para fechar o placar. O Santos F.C. era pela primeira vez campeão da Copa Libertadores da América e se tornava o primeiro clube brasileiro a conquistar um campeonato internacional.

Seguem listados os clubes que participaram da Taça Libertadores de 1962:

  • C.A. Peñarol (Uruguai)
  • Club Deportivo Municipal (Bolívia)
  • Club Cerro Porteño (Paraguai)
  • Santos F.C. (Brasil)
  • Club Nacional de Fútbol (Uruguai)
  • Club Sporting Cristal (Peru)
  • Racing Club (Argentina)
  • C.D. Universidad Católica (Chile)
  • C.D. Los Millonarios (Colômbia)
  • C.S. Emelec (Equador)

Seguem agora os jogos da 3ª edição da principal competição sul-americana, com fichas técnicas de todos os jogos do Santos:


1ª fase:

Grupo 1

11/02/1962  Deportivo Municipal 2 x 1 Cerro Porteño
15/02/1962  Cerro Porteño 3 x 2 Deportivo Municipal

18/02/1962  Deportivo Municipal 3 x 4 Santos
Local: Estádio Hernando Siles - La Paz/Bolívia
Árbitro: Airton Ayres Abreu
Gols: Aguilera, J. Torres e Ruiz Díaz (DM); Lima, Mengalvio, Pagão e Tite (S)
Deportivo Municipal: Solís; Jorge Montes, Vargas e Di Lorenzo; Zenteno e Alcócer; A. Torres, Aguirre (Ruiz Díaz), Roberto Caínzo, J. Torres e Luis Aguilera.
Santos: Laércio; Getúlio, Olavo e Zé Carlos; Lima e Calvet; Dorval, Mengalvio, Pagão, Pelé e Osvaldo (Tite). Técnico: Lula

21/02/1962  Santos 6 x 1 Deportivo Municipal
Local: Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) - Santos/Brasil
Árbitro: Alberto Tejada
Gols: Dorval [2], Pagão [2], Coutinho e Pepe (S); Alberto Torres (DM)
Santos: Laércio; Lima, Olavo e Getúlio; Zito e Formiga; Dorval, Mengalvio, Pagão, Pelé (Coutinho) e Pepe. Técnico: Lula
Deportivo Municipal: Solís; Jorge Montes, Vargas e Di Lorenzo; Zenteno e Alcócer; Alberto Torres, Aguirre, Roberto Caínzo (Ruiz Díaz), J. Torres e L. Aguilera

25/02/1962  Cerro Porteño 1 x 1 Santos
Local: Puerto Sajonia (hoje Defensores del Chaco) - Assunção/Paraguai
Árbitro: Luis Ventre
Gols: Cabrera e Dorval
Cerro Porteño: Pérez; Cantero, Monges, Breglia, Monín, D. Martínez, Pavón, Insfrán, A. Jara, P. Rojas e Cabrera.
Santos: Laércio; Lima, Olavo e Getúlio; Zito e Calvet; Dorval, Mengalvio, Pagão (Tite), Coutinho e Pepe. Técnico: Lula

28/02/1962  Santos 9 x 1 Cerro Porteño
Local: Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) - Santos/Brasil
Árbitro: Jose Luis Praddaude
Gols: Coutinho [3], Pelé [2], Pepe [2], Dorval e Zito (S); A.  Jara (CP).
Santos: Laércio (Silas); Lima, Olavo e Getúlio; Zito e Calvet; Dorval, Mengalvio, Pagão (Pelé), Coutinho e Pepe. Técnico: Lula
Cerro Porteño: Pérez; Cantero, Monges, Breglia, Monín, D. Martínez, Pavón, Insfrán, A. Jara, P. Rojas, Cabrera.

Classificação final:


Grupo 2

10/02/1962  Nacional 3 x 2 Sporting Cristal
14/02/1962  Racing 2 x 1 Sporting Cristal
17/02/1962  Sporting Cristal 0 x 1 Nacional
20/02/1962  Sporting Cristal 2 x 1 Racing
24/02/1962  Nacional 3 x 2 Racing
27/02/1962  Racing 2 x 2 Nacional

Classificação final:



Grupo 3

07/02/1962  Emelec 4 x 2 Millonarios
10/02/1962  Universidad Católica 3 x 0 Emelec
14/02/1962  Universidad Católica 4 x 1 Millonarios
18/02/1962  Millonarios 1 x 1 Universidad Católica
21/02/1962  Emelec 7 x 2 Universidad Católica
28/02/1962  Millonarios 3 x 1 Emelec

Classificação final:


Semifinais:

08/07/1962  Universidad Católica 1 x 1 Santos

Local: Estádio Nacional - Santiago/Chile
Árbitro: Alberto Tejada
Gols: Nawacki e Lima
Expulsão: Luís Clivares (UC)
Universidad Católica: Behrends; Barrientos, Villarroel, Sérgio Valdés, Clivares, Rivera, Pesce, Juan Nawacki, Alberto Fouilloux, O. Ramírez e Ibáñez.
Santos: Gilmar; Lima, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Tite, Mengálvio, Pagão e Pepe. Técnico: Lula

12/07/1962  Santos 1 x 0 Universidad Católica
Local: Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) - Santos/Brasil
Árbitro: Alberto Tejada
Gol: Zito
Santos: Gilmar; Lima, Mauro e Calvet; Zito e Dalmo; Dorval, Mengalvio, Pagão, Cabralzinho (Tite) e Pepe. Técnico: Lula
Universidad Católica: Walter Behrends; Eleodoro Barrientos, Washington Villarroel, Jorquera, Sérgio Valdés, Hugo Rivera, Osvaldo Pesce, Juan Nawacki, Alberto Fouilloux, Orlando Ramírez e Fernando Ibánez.

08/07/1962  Nacional 2 x 1 Peñarol
18/07/1962  Peñarol 3 x 1 Nacional
22/07/1962  Peñarol 1 x 1 Nacional


FINAL:

C.A. PEÑAROL 1 x 2 SANTOS F.C.
Data: 28 de julho de 1962
Local: Estádio Centenário - Montevidéu/Uruguai
Árbitro: Carlos Robles
Gols: Spencer aos 18' e Coutinho aos 28' do 1º tempo; Coutinho aos 15' do 2º tempo.
Peñarol: Luis Maidana; Juan Vicente Lezcano e Núber Cano; Edgardo González, Roberto Matosas e Omar Caetano; Pedro Rocha, José Sasía, Cabrera (Moacyr), Alberto Spencer e Juan Joya. Técnico: Bela Guttman
Santos: Gilmar; Mauro, Calvet e Lima; Zito e Dalmo; Dorval, Mengalvio, Pagão, Coutinho e Pepe (Osvaldo). Técnico: Lula

SANTOS F.C. 2 x 3 C.A. PEÑAROL
Data: 2 de agosto de 1962
Local: Estádio Urbano Caldeira - Santos/Brasil
Árbitro: Carlos Robles
Gols: Spencer aos 15', Dorval aos 19' e Mengálvio aos 36' do 1º tempo; Spencer aos 4' e Sasía aos 6' do 2º tempo.
Santos: Gilmar; Mauro, Calvet e Lima; Zito e Dalmo; Dorval, Mengalvio, Pagão, Coutinho e Pepe. Técnico: Lula
Peñarol: Luis Maidana; Juan Vicente Lezcano e Núber Cano; Edgardo González, Roberto Matosas (Néstor Gonçalves) e Omar Caetano; Fernández Carranza, Pedro Rocha, José Sasía, Alberto Spencer e Juan Joya. Técnico: Bela Guttman
NOTA: Para a Confederação Sul-Americana de Futebol, foram jogados 51 minutos oficialmente e 39 minutos em caráter amistoso. Extraoficialmente, o jogo acabou empatado por 3x3, pois Pagão havia marcado aos 32' do 2º tempo.
O árbitro paraguaio Carlos Robles encerrou o jogo após o 3º gol do Peñarol, alegando falta de garantias de segurança, mantendo a partida até o fim porém amistosamente. No dia seguinte, os jornais estampavam "Santos, Campeão da América"... isto é, ninguém sabia que o juiz tinha encerrado a partida; isso só foi descoberto quando o mesmo apresentou a súmula...
Esta foi uma partida extremamente conturbada, com os santistas reclamando de um pênalti não marcado sobre Coutinho (11') e outro sobre Pepe. Também reclamaram que os atacantes do time uruguaio haviam atirado areia nos olhos do goleiro Gilmar no lance que valeu o gol de empate (após cobrança de escanteio) e no terceiro gol, alegavam que Sasía cometera falta em Calvet. O resultado disso foi uma enorme confusão, com o árbitro alegando ter sido atingido por uma garrafa (fato este não confirmado, após exames médicos); um verdadeiro caos no gramado, partida interrompida por 1 hora e 25 minutos, até que finalmente o jogo recomeça. 
Pagão marca o que seria o gol do título, mas o clima continua quente na Vila Belmiro... mais uma garrafa é atirada no campo, agora atingindo o bandeirinha Domingo Massaro, e aí vão mais 10 minutos de paralisação (segundo o meio-campista Zito, a garrafa teria partido da diminuta torcida do Peñarol).
Recomeça novamente a partida e Mauro derruba um atacante uruguaio fora da área, porém o juiz corre para marcar pênalti (!), porém reconsidera e marca apenas falta... em seguida, Carlos Robles encerra a partida (aos 40' do 2º tempo).
*Esta é considerada a partida mais longa da história do Santos Futebol Clube.
*O jogo também foi recorde de renda em Santos (Cr$5.418.000,00), de certo devido aos preços altos dos ingressos.
Nesta foto, vemos um jogador do Peñarol com a garrafa que foi atirada na cabeça do bandeirinha Domingo Massaro (que aparece em segundo plano). Na foto também vemos o Mengálvio.

SANTOS F.C. 3 x 0 C.A. PEÑAROL
Data: 30 de agosto de 1962
Local: Monumental de Núñez - Buenos Aires/Argentina
Árbitro: Leo Horn (Holanda)
Gols: Caetano (contra) aos 11' do 1º tempo; Pelé aos 4' e aos 44' do 2º tempo.
Santos: Gilmar; Lima, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Mengalvio, Pelé, Coutinho e Pepe. Técnico: Lula
Peñarol: Maidana; Lezcano, Núber Cano, Caetano e Néstor Gonçalves; Edgardo González e Roberto Matosas; Pedro Rocha, José Sasía, Alberto Spencer e Juan Joya. Técnico: Bela Guttman




Assim o Santos se tornou pela primeira vez campeão da Copa Libertadores da América. Num encontro entre dois dos maiores esquadrões de todos os tempos, o time do glorioso manto branco levou a melhor, reforçando a crescente boa fama do futebol brasileiro, que vivia seus anos de ouro. O título sul-americano garantiu ao Alvinegro Praiano uma vaga contra o campeão europeu na disputa do Mundial Interclubes. O então campeão da Libertadores e do Mundial, o Peñarol, tinha um substituto à altura (ou até mais do que isso...).
Outro destaque do Peixe foi Coutinho, que acabou como artilheiro do campeonato, balançando as redes 6 vezes. Esta edição da Taça Libertadores foi a que teve a maior média de gols da história: 4,12 (107 gols em 26 jogos), sendo que o Santos contribuiu com 29 (27,1% do total), conseguindo uma média de 3,22 bolas na rede a cada partida jogada.

Abaixo segue um vídeo retirado do YouTube que fala sobre a final da Taça Libertadores de 1962, com direito aos gols do terceiro e decisivo jogo:


Como se sabe, uma final de Copa Libertadores é uma verdadeira guerra de nervos, num campeonato onde muitas vezes a raça suplanta a técnica. Em 1962, ambas se aliaram num time que sem dúvidas marcou o futebol mundial.
Nesta foto vemos Pelé no chão após uma dividida com um jogador do Peñarol, que aparece caído a seu lado.

Nesta foto vemos o zagueiro santista Mauro Ramos de Oliveira (capitão da Seleção Brasileira bicampeão mundial em 1962) carregando o troféu da Copa Libertadores da América.
O objeto que é alvo da cobiça dos clubes da América do Sul e que é uma verdadeira obsessão dos times brasileiros veio para o país primeiro para a Vila Belmiro.
Vale a pena reparar que o troféu ainda não tinha a base de madeira com as placas dos campeões, como é atualmente, até porque o Santos era o segundo time a conquistar a Taça, quebrando a hegemonia do Peñarol, vencendo o mesmo na grande final.


Campanha do Santos:
9 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 29 gols marcados | 11 gols sofridos | Saldo de gols: 18
http://www.rsssf.com/sacups/copa62.html [texto de José Luis Pierrend, John Beuker e Osvaldo Gorgazzi]

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

1961: O Santos F.C. conquista o Brasil

O Santos Futebol Clube já vivia sua melhor época. O elenco já era base da Seleção Brasileira e era merecedor de elogios no Brasil e no exterior. Uma das linhas ofensivas mais famosas do mundo, formada por Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, massacrava seus adversários, e sempre lutava por títulos dentro ou fora do país. Em 1961, o Alvinegro viria a conquistar o seu primeiro título nacional, e iniciando uma hegemonia sem igual no futebol brasileiro.

Para dar uma mostra do que aquele time seria capaz naquele ano, o time havia conquistado no exterior o bicampeonato do Torneio de Paris, o título do Torneio Pentagonal de Guadalajara e o Torneio Itália 1961. No final do ano o Peixe viria a ser bicampeão paulista. Porém nenhuma dessas conquistas chega perto da grande ambição daquele ano: o título de campeão brasileiro. Era nada menos do que a possibilidade de se firmar em absoluto como o melhor time do Brasil, algo que já se mostrava dentro de campo, com a beleza ímpar de seu futebol.
O Santos chegou perto do título, quando acabou perdendo a final da Taça Brasil de 1959 numa final de três jogos diante do Bahia. Com o título de campeão paulista em 1960, teve o direito de disputar novamente a competição. Desta vez, estavam presentes 17 clubes campeões estaduais em 1960 e o campeão brasileiro, o Palmeiras. Nenhum destes foi páreo, porém, para o formidável Santos comandado por Pelé.
Classificado diretamente às semifinais, o Santos primeiro encarou o América carioca, vencendo no Estádio São Januário por 6x2. É até fácil imaginar que no jogo de volta, na Vila Belmiro, é fácil imaginar que uma nova vitória viria. Porém, o Peixe acabou perdendo por 1x0, o que provocou um terceiro jogo a ser disputado no Pacaembu. Ali, a lógica prevaleceu e o Alvinegro passou à final com um incontestável 6x1 no campeão carioca.
A decisão era contra um adversário conhecido: o Esporte Clube Bahia, algoz dos santistas na decisão da Taça Brasil de 1959. O jogo era tido pelos alvinegros como uma verdadeira revanche. No primeiro jogo, na Fonte Nova, num recorde de renda no Nordeste, tricolores e alvinegros ficaram no 1x1, ficando a decisão bem aberta ao 2º jogo. Jogando no seu "alçapão", cinco dias depois do primeiro embate da decisão e apenas duas semanas depois de se sagrar bicampeão paulista, o Santos não deu chances ao adversário, dando o troco de dois anos antes em grande estilo: com três gols de Pelé e dois de Coutinho, o time paulista massacrou os baianos, que ainda fizeram um tento de honra nos minutos finais. Com um imponente 5x1, o Santos F.C. se sagrava pela primeira vez campeão brasileiro, se tornando futuramente ao lado do Palmeiras o clube que mais vezes foi campeão nacional (8 vezes).

Os 18 clubes participantes seguem listados abaixo, com os respectivos estados. Vale a pena lembrar que em 1960 a capital federal passou do Rio de Janeiro para Brasília, e somente em 1975 a cidade foi incorporada ao estado de mesmo nome. Durante estes 15 anos, a chamada Cidade Maravilhosa consistiu no Estado da Guanabara (GB):

  • ABC F.C. (Rio Grande do Norte)
  • América F.C. (Guanabara)
  • E.C. Bahia (Bahia)
  • Campinense Clube (Paraíba)
  • Coritiba F.C. (Paraná)
  • Cruzeiro E.C. (Minas Gerais)
  • Centro Sportivo Alagoano - CSA (Alagoas)
  • Fonseca F.C. (Rio de Janeiro)
  • Fortaleza E.C. (Ceará)
  • Grêmio F.B.P.A. (Rio Grande do Sul)
  • E.C. Metropol (Santa Catarina)
  • Moto Clube (Maranhão)
  • C. Náutico Capibaribe (Pernambuco)
  • S.E. Palmeiras (São Paulo)
  • Clube do Remo (Pará)
  • E.C. Santa Cruz (Sergipe)
  • Santo Antônio F.C. (Espírito Santo)
  • Santos F.C. (São Paulo)

Estes clubes estiveram, como nas edições anteriores, divididos em duas zonas: Norte e Sul. Os campeões das zonas garantiam vagas nas semifinais, para as quais já estavam classificados o campeão paulista (Santos) e o campeão pernambucano (Náutico). A organização das Zonas estava definida assim, com as cores que as representarão na tabela de jogos, para facilitar a identificação:
  • Zona Norte: Santa Cruz, Bahia, CSA e Campinense (Grupo Nordeste); Remo, Fortaleza, Moto Clube e ABC (Grupo Norte)
  • Zona Sul: Palmeiras, Coritiba, Metropol e Grêmio (Grupo Sul); Fonseca, América, Santo Antônio e Cruzeiro (Grupo Leste)
Assim, segue a tabela de jogos completa da Taça Brasil de 1961, com direito a fichas técnicas de todos os jogos do Santos Futebol Clube:

1ª fase


16/07/1961  Fortaleza 3 x 1 ABC
23/07/1961  ABC 1 x 1 Fortaleza


16/07/1961  Remo 4 x 0 Moto Clube
23/07/1961  Moto Clube 3 x 3 Remo


20/07/1961  Santa Cruz 0 x 2 Bahia
03/08/1961  Bahia 3 x 1 Santa Cruz


23/07/1961  CSA 2 x 3 Campinense
30/07/1961  Campinense 2 x 1 CSA
[Apesar dos resultados serem favoráveis ao Campinense, o classificado desta fase foi o CSA, em virtude de o time paraibano ter escalado o atacante Ronaldo irregularmente na 1ª partida]


09/07/1961  Fonseca 0 x 0 América
13/07/1961  América 3 x 0 Fonseca

23/07/1961  Santo Antônio 1 x 3 Cruzeiro
30/07/1961  Cruzeiro 2 x 1 Santo Antônio


13/07/1961  Palmeiras 2 x 0 Coritiba
23/07/1961  Coritiba 3 x 1 Palmeiras
09/08/1961  Palmeiras 4 x 1 Coritiba


02/08/1961  Metropol 1 x 6 Grêmio
09/08/1961  Grêmio 2 x 3 Metropol
16/08/1961  Grêmio 3 x 1 Metropol


Finais dos grupos:


13/08/1961  Remo 1 x 0 Fortaleza
20/08/1961  Fortaleza 2 x 1 Remo
23/08/1961  Fortaleza 2 x 0 Remo


24/09/1961  CSA 0 x 3 Bahia
29/09/1961  Bahia 1 x 0 CSA


23/08/1961  América 2 x 1 Cruzeiro
30/08/1961  Cruzeiro 1 x 1 América


20/09/1961  Grêmio 0 x 3 Palmeiras
27/09/1961  Palmeiras 1 x 1 Grêmio


Finais das zonas:


26/10/1961  Bahia 2 x 0 Fortaleza
05/11/1961  Fortaleza 2 x 3 Bahia


15/10/1961  Palmeiras 1 x 1 América
18/10/1961  América 2 x 1 Palmeiras


Semifinais

23/11/1961  Náutico 0 x 0 Bahia
27/11/1961  Bahia 1 x 0 Náutico

11/11/1961  América 2 x 6 Santos
Local: Estádio São Januário - Rio de Janeiro/GB
Árbitro: Olten Aires de Abreu
Gols: Nilo aos 5' e Coutinho aos 26' do 1º tempo; Pelé aos 8', João Carlos aos 14', Pelé aos 28' e Pepe aos 31', 35' e 40' do 2º tempo.
América: Pompéia; Jorge, Djalma e Wilson Santos; Amaro e Leônidas; Fontoura, Antoninho, Quarentinha, João Carlos e Nilo. Técnico: Lorival Lorenzi
Santos: 
Laércio; Figueiró, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho (Pagão), Pelé e Pepe. Técnico: Lula

19/11/1961  Santos 0 x 1 América
Local: Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) - Santos/SP
Árbitro: Armando Marques
Gol: Fontoura aos 38' do 1º tempo.
Santos: Laércio; Figueiró, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho (Pagão), Pelé e Pepe. Técnico: Lula
América: Pompéia; Jorge, Djalma e Amaro; Jailton e Wilson Santos; Fontoura, Antoninho, Quarentinha, João Carlos e Nilo. 
Técnico: Lorival Lorenzi

21/11/1961  Santos 6 x 1 América
Local: Estádio do Pacaembu - São Paulo/SP
Árbitro: Joaquim Gonçalves da Silva
Gols: Quarentinha 8' e Pelé 34' do 1º tempo; Coutinho aos 6', Pelé aos 8', Dorval aos 22', Pepe (de pênalti) aos 29' e Coutinho aos 44' do 2º tempo.
Santos: Laércio; Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
América: 
Pompéia; Jorge, Djalma e Amaro; Jailton e Wilson Santos; Fontoura, Antoninho, Quarentinha, João Carlos e Nilo. Técnico: Lorival Lorenzi


FINAL

E.C. BAHIA 1 x 1 SANTOS F.C.
Data: 22 de dezembro de 1961
Local: Estádio da Fonte Nova - Salvador/BA
Juiz: Olten Aires de Abreu
Gols: Coutinho aos 2' do 1º tempo e Mário aos 4' do 2º tempo.
Bahia: Nadinho; Hélio, Henrique e Florisvaldo; Vicente e Pinguela (Antoninho); Nilsinho, Alencar, Didico, Mário e Marito.
Santos: 
Laércio; Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite (Mengálvio), Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula

SANTOS F.C. 5 x 1 E.C. BAHIA
Data: 27 de dezembro de 1961
Local: Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) - Santos/SP
Juiz: Baymonilso Lisboa
Gols: Pelé aos 24', 30' e 31' e Coutinho aos 33' do 1º tempo; Coutinho aos 15' e Florisvaldo (de pênalti) aos 44' do 2º tempo.
Santos: Laércio (Silas); Lima, Mauro (Olavo) e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
Bahia:
 Nadinho; Helio, Henrique e Florisvaldo; Vicente e Pinguela (Antoninho); Nilsinho, Alencar, Didico, Mario e Marito.

Confira um vídeo com os melhores momentos do jogo que valeu ao Santos F.C. o primeiro título de campeão brasileiro:



Campanha do Santos:
5 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 18 gols marcados | 6 gols sofridos | Saldo de gols: 12

Com o título brasileiro de 1961, o Santos se classificou para a Taça Libertadores da América de 1962. Será este o próximo passo relatado na saga alvinegra rumo à Conquista do Mundo, em breve no próximo post. Este foi o início de um inigualado pentacampeonato brasileiro. Era a consolidação de um dos maiores esquadrões que já se viu no futebol mundial.

Recorte do jornal Folha de São Paulo que relata a partida decisiva entre Santos e Bahia, vencida pelo time paulista por 5x1. A goleada valeu ao Alvinegro o título de campeão brasileiro de 1961.



Fontes:

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

1960: O Santos F.C. conquista São Paulo

Pode parecer estranho, mas foi no dia 17 de julho de 1960 que o Santos Futebol Clube deu seu primeiro passo para o primeiro título mundial, conquistado após vitória por 5x2 sobre o Benfica, no dia 11 de outubro de 1962. Muitos poderão citar a conquista da Copa Libertadores naquele ano, mas na verdade tudo começou com uma vitória por 6x3 sobre a Ponte Preta, dois anos antes. Por quê? Com o título de campeão paulista de 1960, o Peixe assegurou uma vaga para a Taça Brasil de 1961, e a conquista dessa valeu a vaga brasileira para a Taça Libertadores em 1962, e o este título continental garantiu a vaga no Mundial Interclubes deste ano. E este post conta o início da saga santista rumo à conquista do planeta.

O ano de 1960 não começou tão bem: em janeiro, o Santos perdia a final do Campeonato Paulista de 1959 para o Palmeiras; ainda no começo do ano, uma campanha pífia no Torneio Rio-São Paulo; e no final de março, ainda veio uma derrota para o Bahia na decisão da Taça Brasil de 1959. O que talvez tenha salvo os três primeiros meses do ano foi uma excursão pela América do Sul, com 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas em 10 jogos, que pode se considerar um bom rendimento.
Porém, o resto do ano seria diferente. Em maio, o Alvinegro partiria à Europa para mais uma excursão. Lá o Santos venceu 15 dos 18 jogos que disputou, e ainda conquistou o Troféu Giallorosso diante da Roma, e venceu também o Torneio de Paris. De volta ao Brasil, a grande meta do clube era voltar a ser campeão paulista, e assegurar uma vaga para o campeonato nacional no ano seguinte.

O Campeonato Paulista de 1960 teve seu início no dia 11 de junho daquele ano, mas devido à excursão que realizava em solo europeu, só entrou pela primeira vez pela competição estadual 36 dias depois. Apesar de todo o cansaço que a viagem e a maratona de jogos no exterior pudesse causar, o Santos iniciou sua caminhada rumo ao título goleando a Ponte Preta na Vila Belmiro, pelo placar de 6x3. Dali pra frente, o alvinegro praiano continuaria atropelando seus adversários, com destaques para os 7x0 sobre o América de São José do Rio Preto, para o 8x3 sobre o Jabaquara, e também para os 6x1 impostos ao Corinthians, em pleno Pacaembu.
O Peixe conseguiu mais uma vez no campeonato estadual atingir a marca dos 100 gols, o que era completamente normal para um time que encantou todo o mundo como uma verdadeira máquina de gols comandada por Pelé. Naquela temporada, o seu principal adversário não era o campeão Palmeiras, nem o tradicional São Paulo, muito menos o rival Corinthians: para competir com a bela campanha santista, com 22 vitórias e apenas 6 derrotas em 34 jogos, a Portuguesa também chegou a 22 vitórias, mas com duas derrotas a mais.
No início do 2º turno, parecia que a Lusa se sairia melhor. Venceu o Santos por 4x3 em plena Vila Belmiro e contou com mais uma derrota santista em casa, desta vez para o Guarani. Porém, o Alvinegro reagiu com 11 vitórias consecutivas, que deixou a Portuguesa 2 pontos atrás ao chegar na penúltima rodada. Nesta, a Lusa foi goleada pelo Noroeste e o Peixe só precisava de um empate com o São Paulo no Morumbi para comemorar o título antecipado; porém, o Tricolor não permitiu e a derrota por 2x1 deixou o título ainda aberto. No dia 14, os rubro-verdes empataram em pontos com o Santos ao vencer o Jabaquara por 2x0 e torciam para mais uma derrota santista no jogo que ocorreria três dias depois, para provocar uma partida-desempate. Só torceram. Na Vila Belmiro, precisando de um empate, o time da casa enfrentava ninguém menos que o então campeão paulista: o Palmeiras, algoz dos alvinegros na final de 1959, e que seria campeão brasileiro onze dias depois. Zito pôs o Santos em vantagem no primeiro minuto de jogo, porém o Alviverde empataria no final do 1º tempo com Chinesinho. No 2º tempo, o gol que decidiria o vencedor do jogo e consequentemente o campeão paulista de 1960 seria do artiheiro do Estadual, Pelé, que assinalaria seu 32º tento no torneio. O Santos Futebol Clube conquistava seu quinto título do Campeonato Paulista.

O Campeonato Paulista de 1960 foi, mais uma vez, disputado no já bem conhecido sistema de pontos corridos, com todas as 18 equipes jogando entre si em turno e returno. Os três piores colocados são rebaixados à Segunda Divisão, e o campeão da mesma sobe à Divisão Principal em 1961.
Os clubes que jogaram o Paulistão de 1960 seguem listados abaixo:

  • América F.C. (São José do Rio Preto)
  • Botafogo F.C. (Ribeirão Preto)
  • Comercial F.C. (Ribeirão Preto)
  • E.C. Corinthians (Presidente Prudente)
  • S.C. Corinthians Paulista (São Paulo)
  • A. Ferroviária de Esportes (Araraquara)
  • Guarani F.C. (Campinas)
  • Jabaquara A.C. (Santos)
  • C.A. Juventus (São Paulo)
  • E.C. Noroeste (Bauru)
  • S.E. Palmeiras (São Paulo)
  • A.A. Ponte Preta (Campinas)
  • A.A. Portuguesa (Santos)
  • A. Portuguesa de Desportos (São Paulo)
  • Santos F.C. (Santos)
  • São Paulo F.C. (São Paulo)
  • E.C. Taubaté (Taubaté)
  • E.C. XV de Novembro (Piracicaba)

Em seguida, os placares de todos os jogos do torneio, com links para as fichas técnicas de todos os jogos do Santos, alguns tem até vídeos (é só clicar nos jogos):

11/06/1960 São Paulo 1 x 1 Noroeste
12/06/1960 Corinthians (PP) 0 x 2 Corinthians
12/06/1960 Portuguesa 3 x 1 Taubaté
12/06/1960 América 1 x 2 Guarani
12/06/1960 Jabaquara 2 x 0 XV de Piracicaba
12/06/1960 Botafogo 4 x 2 Portuguesa Santista
12/06/1960 Ponte Preta 1 x 1 Comercial
15/06/1960 Portuguesa Santista 0 x 3 Corinthians (PP)
15/06/1960 São Paulo 1 x 2 Botafogo
16/06/1960 Noroeste 0 x 0 Jabaquara
19/06/1960 Corinthians 2 x 1 Noroeste
19/06/1960 Taubaté 1 x 1 Botafogo
19/06/1960 América 1 x 1 Portuguesa
19/06/1960 Guarani 2 x 2 Jabaquara
19/06/1960 XV de Piracicaba 2 x 1 Portuguesa Santista
19/06/1960 Comercial 4 x 1 São Paulo
19/06/1960 Juventus 5 x 4 Ponte Preta
22/06/1960 Portuguesa Santista 2 x 0 Comercial
22/06/1960 Taubaté 2 x 1 Corinthians
22/06/1960 Botafogo 2 x 2 Juventus
25/06/1960 Portuguesa Santista 2 x 1 Guarani
26/06/1960 Botafogo 2 x 1 Noroeste
26/06/1960 Ponte Preta 2 x 2 América
26/06/1960 Corinthians (PP) 5 x 2 Portuguesa
26/06/1960 São Paulo 1 x 1 Juventus
26/06/1960 Jabaquara 4 x 0 Taubaté
29/06/1960 Corinthians (PP) 1 x 2 Ponte Preta
29/06/1960 Ferroviária 0 x 2 Botafogo
29/06/1960 América 1 x 1 XV de Piracicaba
29/06/1960 Jabaquara 0 x 0 Portuguesa
03/07/1960 América 2 x 1 Comercial
03/07/1960 Portuguesa Santista 2 x 3 Ferroviária
03/07/1960 Botafogo 4 x 0 Guarani
03/07/1960 Portuguesa 0 x 1 XV de Piracicaba
03/07/1960 Noroeste 3 x 1 Corinthians (PP)
03/07/1960 Taubaté 1 x 0 Ponte Preta
06/07/1960 América 1 x 0 Portuguesa Santista
06/07/1960 Noroeste 3 x 1 Comercial
06/07/1960 Ferroviária 3 x 1 Jabaquara
06/07/1960 Guarani 3 x 2 Corinthians (PP)
09/07/1960 Botafogo 1 x 0 América
10/07/1960 Corinthians (PP) 1 x 2 Taubaté
10/07/1960 Ponte Preta 1 x 1 Noroeste
10/07/1960 Jabaquara 1 x 0 Portuguesa Santista
10/07/1960 Portuguesa 3 x 2 Guarani
10/07/1960 Comercial 1 x 1 XV de Piracicaba
10/07/1960 Juventus 0 x 1 Ferroviária
16/07/1960 São Paulo 4 x 1 Jabaquara
17/07/1960 América 0 x 1 Palmeiras
17/07/1960 Guarani 4 x 0 Taubaté
17/07/1960 Santos 6 x 3 Ponte Preta
17/07/1960 Botafogo 5 x 2 Comercial
17/07/1960 Juventus 1 x 3 Noroeste
17/07/1960 Ferroviária 5 x 0 Corinthians (PP)
17/07/1960 Portuguesa 3 x 0 Corinthians
20/07/1960 XV de Piracicaba 3 x 0 Botafogo
20/07/1960 Corinthians 1 x 0 Ferroviária
20/07/1960 Palmeiras 1 x 0 Comercial
21/07/1960 Portuguesa 1 x 1 Santos
23/07/1960 Portuguesa 3 x 2 Juventus
24/07/1960 Comercial 5 x 2 Corinthians (PP)
24/07/1960 São Paulo 2 x 2 Palmeiras
24/07/1960 Guarani 2 x 2 Santos
24/07/1960 Taubaté 1 x 2 Noroeste
24/07/1960 Jabaquara 4 x 1 América
24/07/1960 XV de Piracicaba 3 x 0 Ponte Preta
27/07/1960 Corinthians 3 x 2 Juventus
27/07/1960 Santos 8 x 3 Jabaquara
28/07/1960 São Paulo 3 x 2 América
30/07/1960 Portuguesa 2 x 4 Botafogo
31/07/1960 Corinthians (PP) 0 x 1 XV de Piracicaba
31/07/1960 Santos 1 x 1 Corinthians
31/07/1960 América 2 x 2 Juventus
31/07/1960 Noroeste 2 x 0 Palmeiras
31/07/1960 Taubaté 3 x 1 Ferroviária
31/07/1960 Comercial 1 x 2 Guarani
31/07/1960 Ponte Preta 2 x 0 Portuguesa Santista
03/08/1960 Santos 5 x 1 Botafogo
03/08/1960 Corinthians 2 x 3 Jabaquara
04/08/1960 Palmeiras 4 x 1 Ponte Preta
04/08/1960 Portuguesa Santista 0 x 0 São Paulo
06/08/1960 Juventus 2 x 0 Taubaté
07/08/1960 Guarani 1 x 0 Corinthians
07/08/1960 Palmeiras 1 x 0 Portuguesa
07/08/1960 Comercial 2 x 0 Santos
07/08/1960 Jabaquara 2 x 2 Ponte Preta
07/08/1960 XV de Piracicaba 3 x 3 São Paulo
07/08/1960 Ferroviária 3 x 2 América
07/08/1960 Noroeste 3 x 0 Portuguesa Santista
10/08/1960 Portuguesa 2 x 1 São Paulo
10/08/1960 Santos 4 x 1 Noroeste
10/08/1960 Ponte Preta 0 x 1 Botafogo
11/08/1960 Palmeiras 4 x 3 Jabaquara
13/08/1960 Juventus 3 x 2 Comercial
14/08/1960 Ferroviária 1 x 2 Guarani
14/08/1960 XV de Piracicaba 0 x 1 Taubaté
14/08/1960 Botafogo 1 x 1 Palmeiras
14/08/1960 Ponte Preta 2 x 3 Portuguesa
14/08/1960 Corinthians (PP) 0 x 1 Santos
14/08/1960 Portuguesa Santista 1 x 0 Corinthians
17/08/1960 Santos 5 x 1 Taubaté
17/08/1960 Corinthians 2 x 1 Palmeiras
17/08/1960 Ferroviária 3 x 1 Portuguesa
20/08/1960 Portuguesa 3 x 1 Portuguesa Santista
20/08/1960 Jabaquara 3 x 0 Botafogo
20/08/1960 Juventus 2 x 1 XV de Piracicaba
21/08/1960 Corinthians (PP) 2 x 6 São Paulo
21/08/1960 Ponte Preta 3 x 2 Guarani
21/08/1960 América 1 x 3 Corinthians
21/08/1960 Noroeste 1 x 1 Ferroviária
21/08/1960 Comercial 3 x 0 Taubaté
21/08/1960 Palmeiras 1 x 3 Santos
24/08/1960 Taubaté 1 x 0 América
24/08/1960 Ferroviária 3 x 3 Ponte Preta
24/08/1960 Palmeiras 2 x 0 Corinthians (PP)
25/08/1960 São Paulo 1 x 1 Guarani
27/08/1960 Corinthians 3 x 1 Ponte Preta
28/08/1960 Comercial 3 x 1 Jabaquara
28/08/1960 Noroeste 1 x 0 XV de Piracicaba
28/08/1960 Corinthians (PP) 2 x 0 Botafogo
28/08/1960 Portuguesa Santista 4 x 1 Palmeiras
28/08/1960 Guarani 0 x 0 Juventus
28/08/1960 São Paulo 1 x 3 Ferroviária
31/08/1960 Corinthians 1 x 2 Comercial
31/08/1960 Santos 1 x 1 São Paulo
31/08/1960 Guarani 2 x 0 XV de Piracicaba
31/08/1960 Juventus 1 x 2 Corinthians (PP)
01/09/1960 Palmeiras 2 x 0 Taubaté
03/09/1960 Juventus 3 x 1 Portuguesa Santista
04/09/1960 Ferroviária 4 x 0 Santos
04/09/1960 Portuguesa 3 x 2 Noroeste
04/09/1960 Guarani 3 x 3 Palmeiras
04/09/1960 Taubaté 0 x 3 São Paulo
04/09/1960 Jabaquara 2 x 0 Corinthians (PP)
04/09/1960 XV de Piracicaba 1 x 2 Corinthians
07/09/1960 Noroeste 0 x 0 América
07/09/1960 XV de Piracicaba 2 x 0 Ferroviária
08/09/1960 Santos 0 x 0 Portuguesa Santista
08/09/1960 Palmeiras 1 x 0 Juventus
10/09/1960 Comercial 1 x 2 Portuguesa
11/09/1960 Corinthians (PP) 1 x 0 América
11/09/1960 Noroeste 2 x 0 Guarani
11/09/1960 XV de Piracicaba 0 x 0 Santos
11/09/1960 Ferroviária 0 x 0 Palmeiras
11/09/1960 Ponte Preta 0 x 0 São Paulo
11/09/1960 Botafogo 0 x 0 Corinthians
11/09/1960 Jabaquara 0 x 0 Juventus
11/09/1960 Taubaté 2 x 0 Portuguesa Santista
14/09/1960 Comercial 2 x 1 Ferroviária
14/09/1960 Palmeiras 3 x 0 XV de Piracicaba
15/09/1960 Corinthians 3 x 1 São Paulo
15/09/1960 Santos 5 x 2 Juventus
17/09/1960 Portuguesa 3 x 0 Comercial
17/09/1960 América 1 x 0 Santos
18/09/1960 Portuguesa Santista 1 x 2 Noroeste
18/09/1960 Botafogo 3 x 0 São Paulo
18/09/1960 Taubaté 5 x 2 Corinthians (PP)
18/09/1960 Ponte Preta 2 x 1 Juventus
21/09/1960 Corinthians 2 x 0 Corinthians (PP)
21/09/1960 Santos 3 x 2 Jabaquara
21/09/1960 Comercial 4 x 3 Ponte Preta
22/09/1960 Palmeiras 3 x 2 Portuguesa Santista
22/09/1960 Guarani 1 x 1 América
24/09/1960 Juventus 1 x 3 Santos
24/09/1960 São Paulo 3 x 3 Comercial
25/09/1960 Corinthians (PP) 2 x 2 Ferroviária
25/09/1960 Portuguesa Santista 1 x 1 Taubaté
25/09/1960 Guarani 3 x 0 Ponte Preta
25/09/1960 XV de Piracicaba 3 x 0 América
25/09/1960 Noroeste 3 x 1 Botafogo
28/09/1960 Juventus 4 x 0 Guarani
28/09/1960 Taubaté 3 x 1 Comercial
28/09/1960 Ponte Preta 2 x 2 Corinthians (PP)
28/09/1960 América 4 x 2 Jabaquara
28/09/1960 Santos 3 x 4 Portuguesa
01/10/1960 Jabaquara 1 x 5 Corinthians
01/10/1960 Corinthians (PP) 2 x 1 Noroeste
01/10/1960 Portuguesa 3 x 0 Juventus
01/10/1960 Ferroviária 1 x 2 Portuguesa Santista
02/10/1960 Ponte Preta 2 x 2 XV de Piracicaba
02/10/1960 Santos 1 x 3 Guarani
02/10/1960 Comercial 3 x 3 Botafogo
05/10/1960 Corinthians 1 x 1 XV de Piracicaba
05/10/1960 Noroeste 3 x 0 Juventus
05/10/1960 Botafogo 2 x 3 Ferroviária
05/10/1960 São Paulo 7 x 1 Taubaté
06/10/1960 Portuguesa Santista 2 x 0 América
06/10/1960 Portuguesa 4 x 1 Palmeiras
08/10/1960 Juventus 2 x 4 Botafogo
09/10/1960 América 4 x 0 Ponte Preta
09/10/1960 Portuguesa Santista 2 x 1 Portuguesa
09/10/1960 Ferroviária 1 x 1 Comercial
09/10/1960 Taubaté 3 x 3 Jabaquara
09/10/1960 Guarani 2 x 0 Noroeste
09/10/1960 XV de Piracicaba 2 x 0 Corinthians (PP)
12/10/1960 Corinthians (PP) 1 x 3 Portuguesa Santista
12/10/1960 Palmeiras 3 x 1 Noroeste
13/10/1960 Taubaté 4 x 4 Juventus
13/10/1960 Corinthians 2 x 1 América
15/10/1960 Jabaquara 3 x 3 Palmeiras
16/10/1960 Corinthians 3 x 1 Portuguesa
16/10/1960 Noroeste 5 x 2 São Paulo
16/10/1960 Corinthians (PP) 1 x 1 Guarani
16/10/1960 Santos 7 x 0 América
16/10/1960 Botafogo 1 x 1 XV de Piracicaba
16/10/1960 Ferroviária 6 x 0 Taubaté
19/10/1960 Botafogo 0 x 0 Jabaquara
19/10/1960 Corinthians 1 x 0 Taubaté
19/10/1960 América 2 x 0 Noroeste
19/10/1960 Palmeiras 2 x 0 São Paulo
20/10/1960 Ponte Preta 0 x 0 Ferroviária
20/10/1960 Portuguesa Santista 2 x 2 XV de Piracicaba
22/10/1960 Corinthians 3 x 0 Botafogo
23/10/1960 Comercial 1 x 0 Noroeste
23/10/1960 Portuguesa Santista 2 x 0 Jabaquara
23/10/1960 Juventus 2 x 2 Palmeiras
23/10/1960 São Paulo 3 x 0 Corinthians (PP)
23/10/1960 Ponte Preta 1 x 4 Santos
23/10/1960 Taubaté 0 x 1 Portuguesa
26/10/1960 Noroeste 5 x 2 Taubaté
26/10/1960 XV de Piracicaba 5 x 1 Comercial
27/10/1960 Botafogo 1 x 3 Portuguesa
27/10/1960 América 2 x 1 Corinthians (PP)
29/10/1960 Santos 2 x 1 Comercial
30/10/1960 Ferroviária 2 x 1 Corinthians
30/10/1960 Portuguesa 6 x 2 América
30/10/1960 Guarani 2 x 1 Portuguesa Santista
30/10/1960 XV de Piracicaba 2 x 2 Palmeiras
30/10/1960 Botafogo 2 x 0 Ponte Preta
30/10/1960 Jabaquara 3 x 1 Noroeste
03/11/1960 Portuguesa Santista 6 x 3 Ponte Preta
03/11/1960 Palmeiras 1 x 1 Corinthians
06/11/1960 Corinthians 2 x 0 Portuguesa Santista
06/11/1960 Guarani 0 x 1 Portuguesa
06/11/1960 América 2 x 0 Botafogo
06/11/1960 Corinthians (PP) 2 x 0 Jabaquara
06/11/1960 Santos 2 x 0 XV de Piracicaba
06/11/1960 Comercial 4 x 1 Juventus
06/11/1960 Ferroviária 1 x 1 São Paulo
06/11/1960 Taubaté 2 x 2 Palmeiras
09/11/1960 Portuguesa Santista 0 x 1 Santos
10/11/1960 Juventus 0 x 3 São Paulo
10/11/1960 Corinthians 2 x 2 Guarani
10/11/1960 Jabaquara 2 x 4 Ferroviária
13/11/1960 Ferroviária 6 x 2 Juventus
13/11/1960 Portuguesa Santista 2 x 0 Botafogo
13/11/1960 América 2 x 2 São Paulo
13/11/1960 Noroeste 1 x 3 Santos
13/11/1960 Portuguesa 2 x 0 Corinthians (PP)
13/11/1960 Comercial 0 x 1 Corinthians
13/11/1960 Ponte Preta 0 x 1 Palmeiras
13/11/1960 XV de Piracicaba 5 x 3 Jabaquara
16/11/1960 Juventus 3 x 0 América
16/11/1960 Ponte Preta 0 x 1 Taubaté
16/11/1960 São Paulo 2 x 0 XV de Piracicaba
17/11/1960 Portuguesa 2 x 1 Ferroviária
19/11/1960 Comercial 2 x 1 Portuguesa Santista
20/11/1960 Botafogo 2 x 4 Santos
20/11/1960 Noroeste 2 x 2 Corinthians
20/11/1960 Corinthians (PP) 5 x 0 Juventus
20/11/1960 Portuguesa 2 x 1 Ponte Preta
20/11/1960 América 2 x 1 Ferroviária
20/11/1960 Guarani 2 x 1 São Paulo
20/11/1960 Taubaté 1 x 0 XV de Piracicaba
23/11/1960 Ponte Preta 1 x 2 Jabaquara
23/11/1960 Santos 5 x 0 Corinthians (PP)
23/11/1960 São Paulo 4 x 1 Corinthians
24/11/1960 Palmeiras 1 x 1 Guarani
27/11/1960 Guarani 2 x 0 Botafogo
27/11/1960 XV de Piracicaba 1 x 1 Portuguesa
27/11/1960 Comercial 1 x 5 Palmeiras
27/11/1960 Jabaquara 2 x 3 São Paulo
27/11/1960 Ferroviária 0 x 2 Noroeste
27/11/1960 Juventus 1 x 2 Corinthians
30/11/1960 Corinthians 1 x 6 Santos
01/12/1960 Palmeiras 3 x 0 Botafogo
01/12/1960 América 3 x 0 Taubaté
03/12/1960 Portuguesa Santista 1 x 0 Juventus
04/12/1960 Ferroviária 4 x 1 XV de Piracicaba
04/12/1960 Portuguesa 4 x 3 São Paulo
04/12/1960 Jabaquara 1 x 4 Guarani
04/12/1960 Taubaté 1 x 6 Santos
04/12/1960 Corinthians (PP) 2 x 0 Palmeiras
04/12/1960 Noroeste 3 x 2 Ponte Preta
07/12/1960 Palmeiras 4 x 0 América
07/12/1960 Santos 5 x 0 Ferroviária
07/12/1960 Botafogo 0 x 2 Taubaté
08/12/1960 XV de Piracicaba 2 x 2 Juventus
08/12/1960 Guarani 0 x 1 Comercial
10/12/1960 Botafogo 3 x 1 Corinthians (PP)
10/12/1960 Palmeiras 1 x 4 Ferroviária
11/12/1960 Comercial 2 x 1 América
11/12/1960 Noroeste 5 x 2 Portuguesa
11/12/1960 Taubaté 2 x 2 Guarani
11/12/1960 Corinthians (PP) 1 x 0 Comercial
11/12/1960 Ponte Preta 0 x 1 Corinthians
11/12/1960 Juventus 1 x 0 Jabaquara
11/12/1960 São Paulo 2 x 1 Santos
14/12/1960 Portuguesa 2 x 0 Jabaquara
15/12/1960 XV de Piracicaba 4 x 3 Guarani
15/12/1960 São Paulo 3 x 1 Portuguesa Santista
17/12/1960 Jabaquara 3 x 1 Comercial
17/12/1960 Santos 2 x 1 Palmeiras
18/12/1960 Guarani 2 x 4 Ferroviária
18/12/1960 São Paulo 5 x 0 Ponte Preta
18/12/1960 XV de Piracicaba 0 x 2 Noroeste

Assim, obtemos a seguinte classificação, com o Santos campeão paulista de 1960 e os clubes Ponte Preta, Corinthians de Presidente Prudente e o América de Rio Preto (O Juventus foi beneficiado pelo regulamento, que blindava os fundadores da FPF do descenso) rebaixados:

Eis a ficha técnica do jogo que valeu o título:
SANTOS F.C. 2 x 1 S.E. PALMEIRAS
Data: 17 de dezembro de 1960
Local: Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) - Santos/SP
Árbitro: João Etzel Filho
Gols: Zito 1' e Chinesinho 33' do 1º tempo; Pelé aos 14' do 2º tempo.
Santos: Laércio; Dalmo, Mauro e Zé Carlos; Zito e Calvet; Sormani (Dorval), Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
Palmeiras: Valdir; Djalma Santos, Valdemar e Jorge; Zequinha e Aldemar; Julinho, Humberto (Nardo), Romeiro, Chinesinho e Cruz.


Esta é a principal formação do time do Santos F.C. campeão paulista de 1960.
Em pé: Zito, Dalmo, Calvet, Formiga, Mauro e Laércio. Agachados: Dorval, Mengálvio, Ney Blanco, Pelé e Pepe.

Com a conquista do título estadual, o Santos se classificava para disputar a Taça Brasil de 1961. E o próximo post será exatamente dedicado ao primeiro título nacional do Peixe.


Fontes: